Esse foi o tom da discussão. Tom de piada, é claro. Com duas palhaças abandonadas pelas amigas em pleno final de semana. Superamos o abandono com teorias. E fizemos companhia uma para outra. Aliás, ótima companhia. As duas comunicadoras da turma botaram o latim pra fora e chegaram a várias conclusões que não as levaram a conclusão nenhuma. Típico de filósofas de sábado a noite.
Apesar das muitas coisas que falamos, o que me faz escrever é a imbecilidade. É, a banalidade. A ignorância. Aquelas pessoas que não servem para nada, sabe?. As pessoas da lista do click delete. Tudo bem que nem incomodar as pobres incomodam, mas só pela total insignificância mereciam sumir do mapa. Você tem certeza que deseja excluir essa pessoa? Tenho.No entanto, contudo, todavia, esta é uma total dor de cotovelo. Confesso. Confessamos. Visto que a "a imbecilidade é o caminho da felicidade" (PERONDI, Jé. 2008). As pessoas sem senso crítico são mais felizes. Justamente por não terem consciência do quanto são fúteis e infelizes. Por exemplo, enquanto a gente falava esse monte de baboseiras, os imbecis estavam dançando créu na velocidade quatro. A gente não sabe dançar créu. Se bobear me saio bem até a velocidade dois. E deu.
Isto é um paradigma. O paradigma da mediocridade. Depois que se quebra esse paradigma, não é possível mais voltar atrás. Não dá mais para ser feliz com qualquer coisa. Não dá mais para se contentar com o raso, o vago, o vulgar. Aí a gente começa a filosofar. O pior disso tudo, é que não passamos do meio termo, do meia boca. Não somos nem tão idiotas alienados para não perceber o quanto somos idiotas e alienados. Nem tão inteligentes para termos os méritos dos inteligentes.
Apenas somos. E temos consciência do que somos, do que não somos e do que nunca seremos. Temos consciência do que nos falta e do que nos sobra. Olhando por esse ponto de vista, dá até para dizer que essa é uma segunda rota para a felididade. Pelo menos sabemos por onde andamos, para onde queremos ir e escolhemos a nossa velocidade. Nada de velocidade quatro do créu.



